Caso Fernanda: vídeo mostra confissão

Caso Fernanda: vídeo mostra confissão

O Sistema Correio conseguiu entrevistar o assassino da jovem Fernanda Ellen. A entrevista veiculada no programa Correio Verdade mostra o acusado relatando o crime e se dizendo arrependido e com a consciência pesada.

Ainda no relato, o acusado fala que fez tudo quando estava drogado. No vídeo, o acusado nega que tenha cometido estupro, mas polícia aguarda laudo médico para esclarecer.

Jefferson Luís morava há três anos no endereço onde cometeu o crime, no Alto do Mateus, zona Oeste de João Pessoa, e é pai de duas filhas, uma de 3 outra de 8 anos.

Veja o vídeo onde o vizinho confessa o crime e diz como matou a jovem Fernanda Ellen:

Jefferson foi transferido para presídio, diz polícia. Justiça decretou a prisão preventiva por ocultação de cadáver e latrocínio.

Suspeito de matar estudante na Paraíba é transferido para o Presídio do Roger (Foto: Walter Paparazzo/G1)

O suspeito de ter matado a estudante Fernandes Ellen foi transferido na manhã desta quarta-feira (10) para a Penitenciária Flósculo da Nóbrega, conhecida como Presídio do Roger, em João Pessoa. Jefferson Luís Oliveira Soares, de 25 anos, confessou ter matado e escondido o corpo da estudante Fernanda Ellen, de 11 anos. A Justiça decretou na terça-feira (9) a prisão preventiva do suspeito.

Na segunda-feira (8), a Polícia Civil conseguiu elucidar o desaparecimento da menina, que durou três meses. O corpo, que a polícia acredita ser da estudante, estava enterrado na casa do suspeito, que é vizinho da família, no bairro Alto do Mateus, em João Pessoa. Jefferson Luis foi preso em flagrante por ocultação de cadáver. Ele ainda tem outro processo criminal, por lesão corporal e invasão domiciliar no ano de 2010.

A versão do crime foi montada a partir do depoimento de Jefferson. Segundo ele, Fernanda voltava da escola quando foi chamada por ele e decidiu entrar na casa do suspeito. Dentro de sua residência, Jefferson exigiu que Fernanda lhe desse dinheiro. Ela disse que não tinha nada para dar, mas que poderia ligar para o avô e solicitar alguma quantia. Neste momento, Jefferson anunciou que a menina estava sendo sequestrada, o que a fez reagir gritando. Foi neste momento que o suspeito agarrou Fernanda, lhe aplicou uma ‘gravata’ e a asfixiou.

O delegado que conduziu o caso, Aldrovilli Grisi, explicou que o celular de Fernanda Ellen foi peça fundamental para elucidação do crime. A polícia chegou até Jefferson a partir da identificação do destino do celular, que foi trocado por pedras de droga dias depois de ter sido roubado de Fernanda.

Isso foi possível porque, depois de matar a estudante e enterrar o corpo, o suspeito recebeu R$ 200 da rescisão do contrato de trabalho como vigia em uma obra no Alto do Mateus, em João Pessoa, e usou o dinheiro para comprar mais droga, que foi consumida com uma mulher não identificada dentro de uma pousada no Centro da cidade. Quando a droga acabou, ele entregou o celular de Fernanda a essa mulher para que ela o trocasse por mais pedras de crack.

Autoridades usam as redes sociais para prestar apoio à família de Fernanda Ellen

Em João Pessoa, o nome da vítima é o assunto mais comentado no Twitter

  • O senador, Cássio Cunha Lima, descreveu seu luto
O senador, Cássio Cunha Lima, descreveu seu luto

A comoção com a confirmação da morte da estudante Fernanda Ellen, 11 anos, foi o assunto mais comentado das redes sociais na Paraíba, desde o momento em que a Polícia divulgou as informações de que o corpo havia sido encontrado no quintal do vizinho, preso como principal suspeito.

A estudante estava desaparecida há três meses e um dia. O suspeito foi preso na tarde da última segunda-feira (08).

Além do nome ‘ellen’, que ocupou a primeira colocação do Trendsmap/João Pessoa (PB), as palavras ‘hellen’, ‘assassino’ e a  hashtag #fernandaelen fizeram referência ao caso.

O assunto também foi comentado por autoridades políticas e policiais durante todo o dia. Na noite de segunda-feira (08), por exemplo, a primeira dama do Estado, jornalista Pâmela Bório, publicou em seu Instagram o printscreen da matéria publicada em primeira mão pelo Portal Correio.

Em solenidade no Palácio da Redenção, o governador Ricardo Coutinho também fez comentário sobre a ação policial que desvendou o mistério que durou exatos 91 dias e mobilizou toda a sociedade paraibana.

Dados do Trendsmap para João PessoaFoto: Dados do Trendsmap para João Pessoa
Créditos: Internet
A primeira dama, Pâmela Bório, reproduziu no Instagram as informações divulgadas no Portal CorreioFoto: A primeira dama, Pâmela Bório, reproduziu no Instagram as informações divulgadas no Portal CorreioCréditos: Internet

O senador, Cássio Cunha Lima, descreveu seu lutoFoto: Twitter do senador Cássio Cunha LimaCréditos: Internet
O ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, prestou condolênciasFoto: Twitter do ex-prefeito de João Pessoa, Luciano AgraCréditos: Internet

A deputada estadual do PP, Daniella Ribeiro, se mostrou indignadaFoto: Twitter da estadual do PP, Daniella RibeiroCréditos: Internet

Ricardo Coutinho se solidarizou com os parentes da vítimaFoto: Ricardo Coutinho se solidarizou com os parentes da vítima
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Ricardo Coutinho presta apoio à família

O governador Ricardo Coutinho deu sua posição sobre o assassinato de Fernanda Ellen durante a solenidade de lançamento do Orçamento Democrático, no Palácio da Redenção, na manhã desta terça-feira (9).

Ele criticou a postura de pessoas que se aproveitaram da situação apenas para exploração político-partidária e ainda denegriram o trabalho das autoridades de segurança:

“Vi pessoas fazendo disputa partidária, tanto na política, quanto fora dela, algo inadmissível, não só pelo desrespeito a família, mas também à policia”.

O governador também se sensibilizou com a dor da família:

“Quero me solidarizar com a família; imagino o que significa perder um filho numa situação dessas. Passar três meses sem saber onde o próprio filho está, sem notícias do que pode ter acontecido; uma esperança alimentada a cada dia de que a criança seria encontrada com vida. Essa dúvida chegou ao final. Gostaria muito que ela estivesse viva; a busca pela verdade é um direito da família.”

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FONTES: PBAGORA/G1/ PORTAL CORREIO

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