Recentes movimentos evidenciam um ‘Ricardo’ que trabalha nas bases de ‘Cássio’ visando 2014

Recentes movimentos evidenciam um ‘Ricardo’ que trabalha  nas bases de ‘Cássio’ visando 2014

Diz o ditado popular que a política é a arte de dialogar e consequentemente avançar no terreno  do inimigo, máxima que não vem sendo muito levada a sério pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) que adotou uma tática interessante: fortalecer o seu palanque vitorioso nas eleições 2010 e se tornar um grande dependente do senador Cássio Cunha Lima (PSDB).

A recente nomeação do ex-prefeito de Cajazeiras Carlos Antonio (DEM) como secretário de Interiorização é o mais novo capitulo de uma história de valorização de políticos com o DNA Cunha Lima, portanto Ricardo preferiu prestigiar um aliado histórico de Cássio ao invés de abrir diálogos com a oposição na cidade, capitaneada pelo grupo do deputado Vituriano de Abreu (PSC).

Exemplo seguido nos principais colégios eleitorais, leia-se Sousa com constantes interlocuções com o grupo do deputado Lindolfo Pires (DEM), Patos com o ex-deputado Dinaldo Walnderley (PSDB), Monteiro com o deputado João Henrique (DEM) e Guarabira com o prefeito Zenobio Toscano (PSDB), outro político com ligações históricas com a família Cunha Lima. Outro agracidado com um ‘afago’ socialista foi o ex-senador Efraim Morais (DEM).

Outro palanque que Ricardo passou a tratar com ‘mimo’ foi Campina Grande, com vários ‘afagos’ ao prefeito Romero Rodrigues (PSDB), leia-se nomeação do irmão do tucano para cargo estratégico na gestão estadual.

Tais movimentos deixam algumas reflexões: Ricardo age com a certeza da manutenção da aliança em 2014? Ou tenta modificar a logica: fazer o senador Cássio tornar-se ainda mais dependente do seu projeto político, invertendo a lógica de que precisaria do líder Cunha Lima em seu palanque como uma verdadeira tábua de salvação na disputa do próximo ano.

Jogo perigoso para Ricardo, que terá pouquíssimo tempo para reverter o quadro eleitoral, caso Cássio decida por uma candidatura ao Governo do Estado em 2014, pois sabemos que muitos que hoje o acompanham agarram-se apenas num projeto de perspectiva de poder e com o tucano no processo, o jogo está zerado. Ou seja, Ricardo pisa num terreno que é uma verdadeira areia movediça e uma pergunta é inevitável:

Quem sai mais fortalecido com a nomeação do ex-prefeito de Cajazeiras Carlos Antônio? Ricardo ou Cássio?

Henrique Lima

PB Agora

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