O aplicativo para celular e tablets auxilia tratamento contra tuberculose

USP testa aplicativo para celular que auxilia tratamento contra tuberculose

Sistema de aplicativo é usado no tratamento de pacientes com tuberculose

Um grupo formado por alunos e professores da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto (SP) desenvolveu um aplicativo móvel que pode ser baixado em celulares, tablets e computadores e oferece um sistema semelhante a um ‘prontuário médico’ digital, capaz de agrupar e monitorar de forma mais eficiente o tratamento de pacientes com tuberculose. A aposta é que o sistema, ainda em fase de testes, ajude a reduzir o número de casos da doença.

Coordenadora geral do projeto, a professora da Escola de Enfermagem da USP Tereza Villa explica que um dos maiores benefícios do sistema é o controle mais rigoroso da medicação do paciente, que atualmente pode ser feita em casa ou no trabalho. “Quando a pessoa deixa de tomar o coquetel de remédios e fazer o tratamento, que dura no mínimo seis meses, ela pode acabar transformando essa tuberculose em algo mais forte e resistente”, pontuou.

Os sistema permite um acesso mais fácil ao cadastro do paciente, a exames como o de baciloscopia e raio-x, e a todas as informações necessárias para que o tratamento seja feito corretamente. “Com isso, você não vai precisar depender daquele monte de formulários em papel. Creio que seja um avanço fundamental para que se controle de forma mais eficaz a doença”, disse Tereza. Segundo a professora, Ribeirão Preto tem em média 200 pessoas com tuberculose ao ano.

O professor Domingos Alves, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), também participa do projeto, que financiado pelo Ministério da Saúde, desde o início e diz que a simplicidade é um dos pontos fortes do aplicativo. Alves explica que a tuberculose é considerada uma doença negligenciada. “Ninguém fala da tuberculose como fala de outras doenças. A tuberculose é uma doença que tem cura e pode ser previnida. Os casos deveriam ir diminuindo. Qual o motivo para isso não acontece? É isso que nós estudamos e buscamos melhorar.”

Praticidade
O aplicativo está sendo testado desde janeiro em Ribeirão Preto e o sistema já conta com dados de 30 pacientes cadastrados por enfermeiras como a pós-graduanda Natália Halax. A fase de testes não tem data definida para acabar, mas a intenção é de que outras cidades também sejam beneficiadas pelo projeto em breve. “O sistema é muito prático. Todas as semanas a gente faz o controle das informações dos pacientes que estão cadastrados”, disse Natália.

A jovem Nathalia Crepaldi se formou em Informática Biomédica na USP e participou do desenvolvimento do aplicativo. “Os uso dessa tecnologia permite o agrupamento sistematizado das informações e possibilita que todos os profissionais envolvidos no tratamento do paciente com tuberculose encontrem essas informações em um local central”, comentou.

PROFESSOR LÉO MODESTO

Com informações do G1

Foto: Eduardo Guidini/ G1

Anúncios