Luiz Couto fala de diligências da CPI do Tráfico de Pessoas nos estados

 

 

O deputado federal Luiz Couto (PT-PB) falou das diligências feitas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas, em alguns estados brasileiros.

Couto, que é vice-presidente da comissão, admitiu que “os apavorantes casos de tráfego humano, culminados com cárcere privado e exploração sexual”, têm tirado o seu sono e bem-estar social.

O parlamentar disse que somente no Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pará, Acre “encontramos insistentes e abomináveis casos de desrespeito humano”. Acrescentou que o que mais chamou a atenção é que o sistema público/privado ao invés de contribuir com o bem-estar, a liberdade e a emancipação do povo, vem favorecendo a exploração, a humilhação e a escravidão de pessoas.

Segundo Luiz Couto, o fruto do poder hierárquico do sistema ultimamente tem insistido na formação de verdadeiras empresas capitalistas dedicadas ao tráfico nacional e internacional de mulheres, homens, adolescentes, crianças, e, “como já sabemos, começa-se com pequenas empresas fazendo-se então grandes negócios”.

O vice-presidente da CPI relatou que o procurador chefe do Ministério Público do Trabalho na Paraíba, Eduardo Varandas, salientou em reportagens que travestis tiveram os passaportes capturados e trabalhavam até por 12 horas seguidas em programas, dormiam em quartos com 20 pessoas, tinham a obrigação de ter uma média de produtividade mínima de 800 euros, e, quando não atingiam esse valor, eram impedidos de voltar para casa, chegando a sofrer castigos corporais.

O deputado essaltou ainda que, em 2012, o promotor Marinho Mendes fez uma denúncia, investigada pela Polícia Federal, afirmando que um paraibano de 17 anos havia sido levado para a Itália para ser explorado sexualmente pela rede mafiosa.

Com relação às fronteiras internacionais, Luiz Couto mencionou que os países mais pobres da América Latina e América Central se tornaram celeiros de pessoas enviadas para a Ásia, Europa e Estados Unidos, onde muitas vezes não são mais vistas com vida.

“O Brasil precisa mudar. O sistema assentado na exploração econômica de milhões de seres humanos não pode mais continuar. E a degeneração do ser humano, os trabalhos vis e humilhantes e a destruição dos vínculos familiar têm que parar. Que todos digam: tráfico humano não; liberdade e direitos sim”, clamou, lembrando que no próximo dia 5 a CPI fará uma visita ao Estado da Paraíba.

PROFESSOR LÉO MODESTO

Com Ascom Dep. Luiz Couto

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