Documentos comprovam como Fernando Carvalho e Roberto Dinamite prejudicaram o Vasco da Gama no “Caso Dedé”

Até o dia 30 de agosto de 2011, o Vasco era proprietário de 90% dos direitos econômicos do jogador Dedé, que já fazia sucesso e era assediado por diversas propostas de clubes europeus.

Os outros 10% pertenciam a um clube de fachada da empresa Ability, do empresário carioca Fred, o Villa Rio.

No intuito, tudo indica, de fazer dinheiro com a quase certa venda do atleta nos meses que estariam por vir, o presidente do Vasco da Gama, Roberto Dinamite, chamou o ex-presidente do Internacional, Fernando Carvalho, proprietário oculto da empresa LIGA – PARTICIPAÇÕES E INTERMEDIAÇÕES LTDA, e propôs um acordo.

Fixaria o preço mínimo de venda do atleta ao exterior em 7 milhões de Euros, porém, venderia 45% dos direitos do atleta para Carvalho pela irrisória quantia de 1,8 milhão de Euros.

1,3 milhão de Euro a menos do que deveria realmente pagar, levando-se em consideração a proposta mínima fixada.

Além disso, há outras clausulas absurdas, em que o Vasco da Gama claramente foi prejudicado pela ação de seu presidente.

Vamos analisar juntos, logo abaixo.

Além dos valores já negociados, as partes concordam em pagar ainda mais 10%, ou seja, no mínimo 700 mil Euros, para o intermediário de um possível negócio.

Todos sabem que o empresário ligado ao jogador é o “famoso” Carlos Leite.

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Observe a nova divisão de percentuais.

45% para o Vasco da Gama, 45% para a LIGA, de Fernando Carvalho, e 10% para a Villa Rio, da Ability.

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Aqui você observa que o sócio de Fernando Carvalho, o empresário Meer Mario Kaufmann, representou a empresa “oficialmente” no negócio, enquanto o esperto ex-dirigente do Internacional disfarça-se de “advogado” do grupo.

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Comprovação de que 90% de Dedé pertenciam ao Vasco da Gama.

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Pelo acordo, apesar das outras empresas formarem, juntas, 55% dos direitos de Dedé, somente o Vasco da Gama, com percentual menor, tem a obrigação de arcar com os salários e direitos do jogador.

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Nessa “impressionante”parte do contrato, além de fixar o valor mínimo de Dedé em 7 milhões de Euros, Dinamite compromete-se a ressarcir Fernando Carvalho se o Vasco não aceitar uma proposta de venda nesse valor.

Ou seja, é impossível o clube segurar Dedé sem ter prejuízo.

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Para deixar o acordo ainda mais “subterrâneo”, embora o Vasco da Gama esteja, assim como a empresa Villa Rio, localizados no Rio de Janeiro, Fernando Carvalho, em Porto Alegre, e a LIGA, pelo menos no papel, no Paraná, estranhamente o foro escolhido para dirimir qualquer controvérsia é o da cidade de São Paulo.

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Aqui o Vasco da Gama garante os 45% de Fernando Carvalho livre de quaisquer despesas ou ônus anterior.

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Benemérito, o Vasco da Gama assume a responsabilidade de arcar, sozinho, com o pagamento de um seguro para o atleta Dedé, tendo como única beneficiária a empresa LIGA, de Fernando Carvalho.

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Clausula com o valor a ser pago pela LIGA ao Vasco, 1,8 milhão de Euros, e também a agencia bancaria em que o depósito foi efetuado.

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Assinaturas do Contrato, datado de 30 de agosto de 2011.

Pelo Vasco da Gama, Roberto Dinamite, pela LIGA, o sócio de Fernando Carvalho, Meer Mario Kaufmann, e, de maneira inusitada, no campo “2” de testemunha, um diretor da Eletrobrás, Julio Cesar Gonçalves Trindade.

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FONTE: BLOG DO PAULINHO
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