Seca deve se prolongar até março de 2013 na Paraíba, prevê Aesa

Seca deve se prolongar até março de 2013 na Paraíba, prevê Aesa

A seca deve continuar assolando a Paraíba no início de 2013. A previsão climática é de escassez e período de chuvas retardado até fevereiro do próximo ano, segundo a Agência Executiva  de Gestão das Águas (Aesa). O órgão anunciou nesta quarta-feira (19) que a partir do início de março deverá voltar a ser registrado um índice pluviométrico normal. Os meteorologistas acreditam que o ano terá condições climáticas um pouco melhores que 2012 e preveem o início do plantio agrícola a partir de março.

O início do período chuvoso será retardado, mas deve se aproximar da média histórica principalmente no Semi-árido, que abrange as regiões Cariri, Curimataú e Sertão da Paraíba. O somatório é de 1.880 milímetros nas três regiões entre os meses de março a maio.

De acordo com a meteorologista Marle Bandeira, até o fim de fevereiro as chuvas serão apenas esparsas e irregulares.  “Teremos chuvas isoladas a partir do final de dezembro. Em março de 2013 a Zona de Convergência Intertropical deve atingir o Nordeste. A tendência é de evolução para as águas do Atlântico Norte resfriando e do Atlântico Sul aquecendo. Deste dezembro até o final de fevereiro de 2013, continuaremos a ter estiagem e chuvas abaixo da média”, explicou.

A afirmação do gerente da Aesa, Lucílio Vieira, é de que até fevereiro também é necessário manter o racionamento e a preocupação com o volume dos açudes. “Não haverá recarga significativa nos açudes até fevereiro. Locais com perigo iminente de racionamento, cujo volume é abaixo dos 30%, necessitam de atenção maior. É importante a manutenção para evitar o colapso. Aconselhamos os agricultores a começarem o plantio em março de 2013”.

Em 2012, foram registradas pela Aesa chuvas 60% acima da média histórica no período de janeiro a março, que é de 1.660 milímetros segundo o órgão. “A atual condição climática aponta para a continuidade da seca em 2013 e mais um ano de estiagem”, esclareceu o meteorologista Alexandre Magno.

G1

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