Dilma pede para ONU intermediar fim do conflito entre Israel e Palestina

Em viagem oficial à Espanha para participar da Cúpula Ibero-Americana, a presidente Dilma Rousseff discutiu neste domingo (18) com autoridades estrangeiras sobre o conflito armado no Oriente Médio e pediu o fim dos bombardeios entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza. De Madri, Dilma conversou por telefone com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, e com o presidente do Egito, Mohamed Mursi, informou a assessoria da Presidência da República.

Segundo assessores do Planalto, o chefe de estado egípcio telefonou para a colega sul-americana por volta do meio-dia (9h no horário de Brasília) para tratar sobre a crise no Oriente Médio. Na conversa, Mursi revelou estar “preocupado” com a escalada da violência em Gaza e disse estar atuando nos bastidores para tentar pôr fim aos ataques.

Ainda de acordo com a assessoria da Presidência, o governante do Egito manifestou ter “apreciado muito” a preocupação do Brasil com o mais recente conflito no Oriente Médio. De acordo com Mursi, ele considerou positiva a nota oficial divulgada neste sábado (17) pelos governantes dos países que integram o Mercosul condenando a violência entre Israel e Palestina.

No comunicado, o bloco da América do Sul pediu que os dois países cessassem imediatamente os bombardeios e apelou para que o Conselho de Segurança das Nações Unidas assuma “plenamente” suas responsabilidades.

Conforme assessores palacianos, o presidente egípcio enfatizou que “é muito importante o Brasil exercer a sua influência, inclusive junto à ONU”.

Mais tarde, Dilma ligou para o secretário-geral das Nações Unidas para ressaltar que estava preocupada “com o uso desproporcional da força” por parte de Israel e da Palestina na Faixa de Gaza. Ela também demonstrou apreensão com o agravamento da crise militar na região.

Durante a ligação a Ban Ki-Moon, relataram assessores, Dilma fez um apelo às Nações Unidas para que a instituição internacional tome a frente para tentar solucionar o conflito bélico, intermediando um cessar-fogo.

Neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse apoiar totalmente o direito de Israel de se defender. O chefe de estado norte-americano, contudo, advertiu que seria “preferível” evitar uma ofensiva terrestre israelense na Faixa de Gaza.

Obama ainda pediu o fim dos ataques de foguetes por militantes de dentro da região, a fim de que o processo de paz pudesse avançar.

“Não há nenhum país no mundo que toleraria mísseis jogados contra seus cidadãos do lado de fora de suas fronteiras”, ponderou Obama. “Apoiamos totalmente o direito de Israel de se defender”, complementou.

G1

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