Sete são mortos em chacina em fazenda em GO, diz polícia. Fazendeiro, filho, amigos e vaqueiro foram assassinados. Segundo a polícia, adolescente de 14 anos teria ouvido gritos de vítimas.

Doverlândia, Goiás (Foto: arte/G1)

Sete pessoas foram degoladas na noite de sábado (28) em uma fazenda a 43 km do município de Doverlândia, no sul de Goiás, a 413 km da capital. De acordo com a Polícia Militar, as vítimas são: o fazendeiro, 57 anos, o filho dele, 22 anos, um vaqueiro da fazenda, 34 anos, um amigo do fazendeiro, 61 anos, a esposa do amigo, 65 anos, o filho do casal, 22 anos, e a  esposa do jovem, 24 anos.

De acordo com o sargento da Polícia Militar (PM) Divino Celso Teles, um adolescente de 14 anos estava no pasto da fazenda no momento do crime e chegou a ouvir gritos. O adolescente, que é filho do vaqueiro assassinado, teria procurado o cunhado do fazendeiro em outro ponto da propriedade para pedir ajuda.

Segundo a polícia, o fazendeiro e seu filho teriam sido degolados dentro da casa e arrastados pelos criminosos até o banheiro da residência. Com base no relato do adolescente, a polícia informou que ainda na noite de sábado quatro pessoas chegaram à propriedade para visitar o fazendeiro. Segundo a polícia, o vaqueiro acompanhou o grupo em direção à casa, mas todos teriam sido atacados nos arredores da residência. Os gritos das vítimas teriam chamado a atenção do adolescente no pasto.

DETALHES SOBRE A PRISÃO DO ASSASSINO CONFESSO DA CHACINA EM GOIÁS:

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Ainda de acordo com Teles, os corpos das outras cinco vítimas foram encontrados em uma estrada vicinal, perto da fazenda, na manhã deste domingo (29).

“No momento, não é possível falar sobre as causas do crime. Pelo que foi observado, nada foi revirado. O autor parece ter ido ao quarto do fazendeiro e se aproximado de uma mala, mas aparentemente nada foi levado”, diz o sargento. 

Conforme informações iniciais da polícia, o proprietário do imóvel e o filho foram os primeiros a serem assassinados. Os outros teriam sido executados como uma forma de eliminar testemunhas.

Os corpos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Iporá, a 234 km de Goiânia, no centro do Estado. De acordo com informações iniciais, o crime será investigado pela 7ª Delegacia Regional da Polícia Civil, em Iporá.

Polícia de Goiás encontra armas de fazenda onde aconteceu chacina

Material estava com o principal suspeito do crime, que já foi preso.

A polícia de Goiás encontrou armas roubadas da fazenda onde sete pessoas foram assassinadas no interior do estado. O material estava com o principal suspeito do crime, que já foi preso.

As investigações sobre a chacina emDoverlândia, no interior do estado, são comandadas pela Polícia Civil de Goiânia. É para o prédio da Delegacia de Homicídios que deve ser levado o suspeito Aparecido Sousa Alves, de 22 anos, que foi preso nesta segunda-feira (30). Com ele, a polícia encontrou o celular de uma das vítimas, roupas sujas de sangue – que teriam sido usadas no dia do crime – e armas roubadas da fazenda.

Segundo os policiais, Aparecido confessou a participação no crime e disse que receberia R$ 50 mil para assassinar a família do fazendeiro Lázaro Costa. No depoimento, ele citou os nomes de outras duas pessoas, que foram localizadas no velório de Lázaro.

Os dois homens, que têm parentesco com as vítimas estão presos na Delegacia de Homicídios de Goiânia. Eles negaram envolvimento na chacina e disseram que estavam em outro local na hora do crime. A polícia disse que precisa de mais investigações para, só depois, divulgar detalhes dos suspeitos.

O crime foi no sábado (28). Sete pessoas foram degoladas. Além do fazendeiro Lázaro, foram mortos o filho dele, Leopoldo Costa, um caseiro e outras quatro pessoas que tinham ido visitar a família naquele dia. Entre elas, Tâmis Marques, que teria sido violentada antes de morrer.

A polícia suspeita que a chacina tenha ligação com disputas de terra na região, envolvendo o principal suspeito, Aparecido Sousa Alves.

“O pai de Aparecido vive em uma região de posse nas proximidades da fazenda. E, por essa razão, Aparecido conhecia tanto seu Lázaro como seus filhos e também trabalhou por um breve período nesta mesma fazenda onde os crimes aconteceram”, conta a chefe de Polícia Civil de Goiás, Adriana Accorsi.

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